Rory Harty fez quimioterapia durante seis semanas, mas acabou por morrer no hospital.

Rachel e Andrew, pais de Rory Harty, de dois anos e de Noah, de seis, começaram a perceber que algo de estranho se passava com o filho mais novo. Rory tinha a barriga cada vez maior, mas os pais achavam que se tratavado normal crescimento da criança. Contudo, ao fim de 12 semanas descobriram que Roy tinha cancro.

Segundo o The Mirror, um dos primeiros sinais foi quando, Rachel e Andrew, não conseguiram apertar a fralda do menino. Pensaram que o filho precisava apenas de um tamanho maior e, por isso, não se preocuparam. No entanto, algum tempo depois a criança começou a fungar e ter uma tosse persistente, para além do cansaço extremo que sentia.

Os pais decidiram ir ao médico de família, que lhe disse que o filho tinha uma bronquite.

“Alguns dias depois da consulta inicial, ele não tinha melhorado”, conta. “Ele dormia a sesta da tarde e normalmente ficava muito bem depois da sesta. Mas um dia, ficou ali deitado com a chupeta e não se mexia. Só olhava para mim. Reparei que a barriga dele estava a sugar para dentro das costelas”, refere Rachel.

Acrescenta que os sintomas “são facilmente atribuídos ao desenvolvimento da criança, pois todas as crianças têm tosse e constipações e a barriga eventualmente cresce”.

Como a bronquite não passou, decidiram ir aos Serviços de Urgência, pois a criança mostrava sinais de cansaço. Os médicos disseram que Rory tinha uma infeção no peito e receitaram-lhe um antibiótico.

Contudo, a família acabou por ser levada para uma área de reanimação, pois a rececionista ficou preocupada com Rory. Os níveis de oxigénio da criança continuavam a baixar e este foi transferido para o hospital de Preston, onde lhe foi colocado um nebulizador.

Rachael e Andrew ficaram à espera, quando um oncologista entrou na sala com uma enfermeira e os informou que o filho tinha leucemia.

“Quando o médico disse que a barriga inchada podia ter sido causada por um baço dilatado, pesquisei no Google, não vou mentir. Ao ver as listas, na última página dizia que podia ser leucemia. Pensei: “Não, eu sou a mãe dele. Eu saberia se ele estivesse mal. Eu saberia se ele tivesse leucemia”, refere Rachel.

Rory realizou mais tarde uma operação para remover o líquido no pulmão e fez um tratamento de quimioterapia durante seis semanas, previsto para durar três anos, mas o corpo da criança não respondia a qualquer tipo de tratamento. Assim, apenas três meses após o diagnóstico do cancro, a criança morreu no hospital, em dezembro de 2021.

“A doença do Rory não tinha desaparecido, tinha aumentado. Ele não respondeu a nenhum tratamento. Muitas crianças vão para casa depois do tratamento e voltam a ser internadas em ambulatório. Nós não o levámos para casa. Ele simplesmente não estava a melhorar”, refere a mãe de Rory.

De acordo com o jornal, durante todo o tempo que Rory combateu o cancro, a família foi apoiada pela Derian House, uma instituição de caridade sediada em Chorley, que presta cuidados temporários e de fim de vida a mais de 400 bebés, crianças e jovens.

Desde então, o casal criou a The Tiger Box, também conhecida como Rory’s Box, como um legado para o filho.

A instituição surgiu quando Rachel se apercebeu que enquanto Rory descansava nos quartos do hospital, sentiu-se “afortunada” por terem tido tempo para preparar tudo o que precisavam para ficar junto do filho “durante um longo período de tempo”. Contudo, isso também fez a mãe de Rory perceber que “nem todas as famílias estão perto”.

“Não conseguia deixar de pensar que outras famílias teriam de optar por passar um longo período longe do seu filho para recolher brinquedos, pertences ou ficar sem eles. Foi aqui que surgiu a ideia da Rory’s Box”, acrescenta.

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